Não se deixar dominarPublicado por redacao em setembro 27th, 2011
Paulo em sua primeira carta à Comunidade de Corinto afirma “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (6,12a). A partir desse pensamento paulino e daquilo que a doutrina cristã apresenta, partilho sobre duas dádivas do ser humano: a liberdade e a consciência moral.
Segundo o Catecismo, “a liberdade é o poder, baseado na razão e na vontade, de agir ou não agir, de fazer isto ou aquilo” (CIC 1731). Recebemos o maior dos dons que uma criatura poderia receber do Criador, optar pelos seus atos, ou seja, decidir sobre si, ser livre e senhor das nossas ações. Porém, a pessoa humana não é movida apenas pela sua liberdade, fruto de suas vontades, utiliza-se também da razão para decidir sobre seus atos. Essa liberdade nos torna responsável por nossas escolhas e as suas consequências.
Por isso, se faz necessário o perfeito uso da razão, isto é, da consciência moral. Podemos definir a consciência moral como “uma lei, inscrita por Deus no coração do homem” (cf. Constituição pastoral “Gaudium et Spes” n.16). É, assim como a liberdade, dom de Deus a serviço do homem, podendo usá-la a todo instante para julgar os atos que planeja, que está pronto a praticar ou que já praticou. Para isso, a consciência moral aponta ao coração humano o justo uso de sua liberdade.
Sendo assim, o autêntico uso da liberdade é praticado quando se utiliza, com constância e obediência a consciência moral; pois essa liberta o homem de possíveis desvios, do mau uso de sua liberdade e as indesejáveis consequências dos vícios, verdadeiras barreiras da liberdade. Portanto, numa sociedade que anuncia apenas que tudo é permitido e que tantas vezes distorcem os valores humanos, é indispensável a formação e o exercício da consciência moral, consultá-la, obedecê-la, ampliá-la, especialmente pela leitura dos Livros Sagrados, para que a luz da lei eterna adentre-a, retirando dela possíveis distorções.
E, por fim, poderemos afirmar como Paulo: tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. (I Cor 6,12b).

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